As tradições falam de um corpo-mente grosseiro, um corpo-mente sutil e um corpo-mente causal. Em nenhum momento, existimos sem um corpo de manifestação, seja nos domínios grosseiro, sutil ou causal, seja no pós-morte, seja nos sonhos, etc.
Em qualquer mundo possível, em qualquer palco de manifestações, em qualquer canto do samsara, no instante em que surge um ser, surgem a um só tempo uma exterioridade (um corpo) e uma interioridade (uma mente), inseparáveis da realidade objetiva percebida (um mundo) e da teia intersubjetiva construída com os outros seres. Consciência e matéria, epistemologia e ontologia, conhecer e ser: inseparáveis.
Em qualquer fenômeno, os quatro quadrantes de Wilber (subjetivo, intersubjetivo, objetivo e interobjetivo). Em qualquer evento, as oito perspectivas (os quatro quadrantes vistos por dentro e por fora). É este o tecido dos sonhos psicodélicos de Deus.
Esta visão radical e ousada nunca perde de vista a não-dualidade entre interior e exterior, corpo e mente, dissolvendo o “hard problem” (David Chalmers) logo de cara, sem nem deixá-lo aparecer.
Trabalho com espaços de transformação: