Essa idéia é impressionante, ousada e ridiculamente óbvia (depois que um mestre esfrega isso na nossa cara, é claro!).
“O grau de carência não é medido pelo que falta mas pelo que a pessoa tem para disponibilizar. Por exemplo, podemos pensar que uma pessoa que possui muito será pouco carente. Mas não é isso. A carência, ou a liberação da carência, é medida pelo quanto a pessoa tem para disponibilizar e não pelo que a pessoa tem para si. Por exemplo, uma pessoa que tenha pouco para si mas tem sempre café e bolo para oferecer, ela tem algo para disponbilizar. Mas podemos chegar em um local no qual a pessoa tem muito para si mas não possui café e bolo para oferecer, nem tempo, nem atenção. Então, essa característica do ser faminto não diz respeito a quanto eu tenho mas a quanto eu tenho para disponibilizar. Nós medimos a carência pela indisponibilidade. Se eu for muito carente, eu sou indisponível.”- Lama Padma Samten.
Trabalho com espaços de transformação:
A ideia é muito boa mesmo. Mas ele é um trecho ou é um texto completo? Porque pra mim, que não conheço quase nada da filosofia fica um monte de interrogações ou reticências. Nesse caso, a carência é o que é. Só que eu também gostaria de entender o que esse ser significa. O fato de eu entender o que é já me acalma, me conforta e me faz conviver melhor com a carência que tenho ou que as pessoas com quem convivo têm e isso já é um preenchimento. Só que parece que tem mais por aí. Tem?
Incrivel. É o tipo de coisa que realmente não pensamos, mas qdo alguém aponta, é tão óbvio!
A indisponibilidade existe junto com a fome daquilo que o outro pode dar… E então, como vc vai abrir os braços deliciosamente para o outro se vive com as mãos esticadas, pedindo e pedindo?
Meu ex marido, dia desses, me “acusou” de ser carente. Eu não disse nada, apenas comecei a rir, achei o contexto todo da conversa muito engraçado.
Essa tendência de querer se relacionar, saber sobre as pessoas, de gostar de abraço, afzer carinho e sorrir… sei lá, isso tbm pode ser carência?
O ideal é refletir sobre as nossas verdadeiras motivações. As vezes parece uma coisa, mas é outra. E na maioria das vezes, a gente sente a real.