Contardo Calligaris…

por Gustavo Gitti | 04/04/2007 16:07 | Comente!

“De alguma forma, toda vez que você procura ignorar uma experiência importante, ela se vinga, reaparece em algum momento.” –Contardo Calligaris

Metáfora do barco vazio por Alan Wallace

por Gustavo Gitti | 30/03/2007 11:22 | Comente!


“Imagine walking along a sidewalk with your arms full of groceries, and someone roughly bumps into you so that you fall and your groceries are strewn over the ground. As you rise up from the puddle of broken eggs and tomato juice, you are ready to shout out, “You idiot! What’s wrong with you? Are you blind?” But just before you can catch your breath to speak, you see that the person who bumped you is actually blind. He, too, is sprawled in the spilled groceries, and your anger vanishes in an instant, to be replaced by sympathetic concern: “Are you hurt? Can I help you up?” Our situation is like that. When we clearly realize that the source of disharmony and misery in the world is ignorance, we can open the door of wisdom and compassion. Then we are in a position to heal ourselves and others.” –B. Alan Wallace, Tibetan Buddhism from the Ground Up.

Texto de um amigão meu…

por Gustavo Gitti | 15/03/2007 16:33 | Comente!

Todos os interessados, olhem bem e ouçam com atenção, se puderem, porque desconfio que já não terei vontade de repetir outras vezes: “Eu não sei!”. De fato. Não sei agora e não sei se soube qualquer coisa em algum outro momento. Além disso eu sinto, finalmente, que não saber pode ser uma boa coisa. A partir de agora, vejam, sou um Caeiro deitado ao comprido na erva, olhos fechados, apaixonado, silente e flamejante, sabedor feliz da verdade! Sou, agora mesmo (seja lá quando for isso!) um Piñera transformado em ilha, rosas nos olhos e areia no peito em perfeita e intocada paz, sussurrando baixinho, quase em silêncio, quase sorrindo, evanescente, logo antes de ser desfeito: “Era assim a verdade?!”.Fábio Rodrigues

Dzongsar sobre meditação

por Gustavo Gitti | 15/03/2007 15:22 | Comente!

“É claro, vocês sabem o que é meditação — sentar ereto, respirar normalmente e assim por diante. De qualquer modo, quando alguém está meditando, há um sentido de alguém fazendo nada. Isto é muito bom, efetivamente. A meditação é basicamente fazer nada, absolutamente nada. Isso é difícil! Milhares de milhões de pessoas querem fazer nada. Não atingimos isso ainda porque precisamos fazer coisas, se não assistir televisão, então ler um romance, ir a uma festa, cantar mantras, fazer piercings em nossa pele ou tingir nosso cabelo. Temos de fazer algo! A razão é que, quando não fazemos nada, nos sentimos sozinhos, não? E isso é algo que não gostamos porque há uma insegurança básica dentro de nós, e essa insegurança é efetivamente não saber se existimos ou não. E, a fim de nos convencermos de que existimos, precisamos fazer sexo, fazer compras ou fazer algo. A meditação é o oposto. A meditação é sempre encarar a verdade. Então, como encaramos a verdade? Fazendo nada. Isso é difícil!

Uma outra coisa, por que meditamos? Se quiserem seguir o caminho do Buddha, sua meta não é a de ser feliz. A felicidade não é nossa meta. A meta buddhista não é a felicidade. É muito importante saber isso. Então, é por isto que o buddhismo nunca deve ser entendido como terapia. O buddhismo é o oposto. O buddhismo realmente, realmente destrói! É muito deprimente. Se realmente quiserem praticar o buddhismo, ele realmente pode fazê-los ficar desorientados. Mas depois de algum tempo, vocês alcançam um certo nível, onde realizam que nada há a ser desorientado e então alcançam uma certa confiança. Então, suponho, vocês terão muita alegria, mas eu ainda não alcancei este estágio. Isso é apenas o que me disseram. Mas uma coisa que definitivamente sei é que o buddhismo nada tem a ver com felicidade. Por quê? Porque a felicidade é uma coisa instável, impermanente. A felicidade de amanhã é outra coisa depois de amanhã.

Quando os buddhistas dizem, “Possam todos os seres sencientes ser felizes”, o que eles estão dizendo? Quando falamos sobre felicidade, estamos falando sobre entender a verdade. Nada tem a ver com um sentimento. E vocês sabem que nossa felicidade mudou muito. Há pessoas com as quais nos excitamos ao ponto de nos tornarmos meio alegres quando as encontramos pela primeira vez. Depois de cerca de um ano ou dois, até mesmo a visão delas as aborrece. Estas coisas acontecem!

Então, agora, de volta à meditação. Fazer nada, isso é um trabalho muito difícil. Há duas coisas que são difíceis. Fazer nada e pensar que vocês podem fazer o que quer que gostem, viver em uma sociedade livre. Isso é muito, muito difícil! Mesmo que haja alguém que lhes dê a liberdade absoluta, vocês não a usarão. Não temos coragem. Não temos confiança para fazer o que quer que gostemos. Vocês podem pensar que são membros de uma sociedade livre. Não, vocês não estão livres dentro de suas próprias inibições. Isso difícil. Estas são duas coisas difíceis.”

Dzongsar Khyentse Rinpoche

Street Retreat

por Gustavo Gitti | 14/03/2007 15:59 | Comente!


“When we bear witness to life on the streets, we’re offering ourselves. Not blankets, not food, not clothes, just ourselves. In my life, street retreats have been my strongest practice of surrendering to not-knowing. I surrender personal knowledge and control and become one with the streets, receiving whatever the streets have to offer. It causes me to face fears, ask questions, and helps me shift my habitual way of thinking. It’s a major opportunity for no-self-discovery.” –Bernie Glassman

Em tempos de discursos new age, auto-ajuda e “auto-conhecimento”, é delicioso ouvir algo como “no-self-discovery”!

A idéia do retiro de rua é muito boa. No entanto, corre-se o risco dos praticantes gerarem excessivo orgulho (por estarem na rua como mendigos) ou sensações e situações um pouco artificiais.

Vou estudar a possibilidade de fazermos um pelas ruas de São Paulo. Precisamos de um mestre para coordenar isso. Será que a monja Coen ou o Lama Samten aprovariam a idéia? ;-)

Mais sobre isso no site do Zen Peacemakers e do Peacemaker Institute.

Novo post no blog "Não dois, não um"

por Gustavo Gitti | 10/03/2007 19:30 | Comente!

“Nós podemos restringir as emoções, pensamentos e movimentos corporais do outro somente com nossos olhos.”

“É porque mudamos constantemente que ficamos juntos. Ou seja, eu gosto do outro não precisamente pelo que ele é mas por aquilo nele que se transforma nos vários que o habitam. É a liberdade de um que se conecta com a liberdade do outro.”

“Minha teimosia ama a falta de argumentação do outro. Meu orgulho ama o complexo de inferioridade do outro. Esse conjunto de arpões constitui um casamento entre carências e medos. É por isso que aqui o ódio está a um passo do amor, como ensina a sabedoria popular: minha teimosia o ama enquanto ele não a confronta, meu orgulho o ama enquanto ele não o destrói, meu medo o ama enquanto ele me mantém segura e confortável.”

Mais no blog http://nao2nao1.blogspot.com

Rendição

por Gustavo Gitti | 07/03/2007 13:28 | Comente!

“Rendição. Uma mulher autêntica deseja apenas isso, ser totalmente rendida. Ela pode parecer querer comandar ou não saber o que deseja. Ela pode irritar seu homem, provocá-lo ou evitá-lo. Mas ela só quer sua potência, sua liberdade, sua profundidade. Ela quer ser interrompida em sua confusão. Quer ser rendida, de corpo e alma.”

Mais aqui: http://nao2nao1.blogspot.com