Citações favoritas

Arthur Schopenhauer em “Metafísica do Amor; Metafísica da Morte”:

“um tempo infinito fluiu antes de meu nascimento; o que eu era durante todo este tempo? – Em termos metafísicos talvez se pudesse responder: ‘Eu fui sempre eu: em verdade todos aqueles que durante aquele tempo diziam eu, eram eu mesmo’”. (pág. 66)

“…conhecerá a própria existência como algo necessário quem tem em mente que, até o presente momento em que existe, já decorreu um tempo infinito, portanto uma infinidade de alterações e que, todavia, malgrado estas, ele existe. A possibilidade inteira de todos os estado, pois, já se esgotou, sem poder suprimir a sua existência. Se ele pudesse em algum momento não ser, então agora já não seria. (…) Logo, cada um tem de se conceber como um ser necessário, isto é, como um ser cuja existência deveria se deduzir a partir de uma verdadeira e exaustiva definição, se se a tivesse. (…) Nessa seqüência de pensamentos reside de fato a única prova imanente, isto é, que se mantém no domínio dos dados conformes à experiência, da indestrutibilidade de nosso ser verdadeiro. (…) A partir do fato de que existimos agora, segue-se, pensando bem, que temos de existir para sempre.” (pág. 105-106)

“Se ele pudesse no entanto tomar consciência do que ele é, além ainda do que se apresenta, então deixaria voluntariamente escapar a sua individualidade, sorriria da tenacidade da sua lealdade para com a mesma e diria: ‘Que me importa a perda dessa individualidade, se trago em mim a possibilidade de um sem-número de individualidades?’” (pág.110)

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08/06/2004 | diversos

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