Eu já falei sobre isso aqui, mas continuo impressionado com o poder das conexões humanas. É uma delícia simplesmente dançar agarrado, deixando a energia feminina me alimentar, deixando a alma de mulher rodopiar aqui dentro e me implodir saindo como luz e brilho pelos meus olhos fascinados.
Não há nada como uma mulher entregue. Na sua frente, um convite irrecusável, um imã para a consciência impassível masculina. Quanto mais presente e lúcido for um homem, maior será sua atração pelas energias femininas de movimento, dança, música, brilho e encantamento.
Eu gosto de mulheres que são abismos, seres que nos puxam, nos empurram para um mergulho sem volta para dentro de seus corpos, de suas almas. Mulheres entregues nos ensinam não apenas sobre Carpe Diem, mas sobre como viver com a morte ao seu lado, dando o seu melhor a cada segundo como se não fosse haver uma segunda chance. Elas ensinam como penetrar o mundo inteiro através de seu corpo feminino. Primeiro, elas piscam e nos envolvem. Depois, surtam, gritam, se debatem… tudo para testar nossa lucidez, nossa consciência impassível, nossa presença masculina. Elas são deusas e meninas, mestres e alunas.
Mundos inteiros são criados por essa interação entre as energias masculina e feminina. Talvez a conexão (a paixão, o envolvimento, páthos, afeto, a entrega ao outro, o penetrar no outro) seja a principal característica do mundo humano.
Baterista sem bateria, quase aluno de TaKeTiNa, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro.