Vai e vem do olho que só se conhece fora de si,
do um que só se enxerga no outro.
A cor pede existência,
o ponto lá fora ainda não é – olha! olha!
Dê-lhes vida, dê-me vida.
…
Eu olho para cá dentro e só me vejo outro,
nunca eu, nunca o eu.
Mas em você regozijo: para que me encontrar?
…
O negro de mim se esfacela no caleidoscópio de lá fora,
do aqui fora.
Renuncio aos olhos, sou todo exterior.
Trabalho com espaços de transformação: