“A ciência empírica, de acordo com o pluralismo epistemológico,
pode nos informar muita coisa sobre o domínio sensorial e um
pouco sobre o domínio mental, mas virtualmente nada sobre o
domínio contemplativo. E nenhum ‘novo paradigma’ poderá alterar
isso. As teorias do caos, da complexidade, dos sistemas e
quânticas não exigem que os cientistas adotem a contemplação
ou a meditação para compreender esses ‘novos paradigmas’ e,
portanto, não oferecem nenhum conhecimento espiritual direto.
Elas são apenas mais algumas idéias atreladas às percepções
sensoriais. Elas não são contemplações transmentais reveladoras
do Divino.
Ainda pior, segundo as tradições de sabedoria, é o fato de que,
ao apresentar essas novas teorias científicas como se fossem
realidades espirituais, esses ‘novos paradigmas’ muitas vezes
inibem a verdadeira contemplação que poderia proporcionar um
acesso direto ao Espírito. Na verdade, esses ‘novos paradigmas’
substituem o olho da contemplação pelos olhos da mente e da carne
e, assim, destroem a única modalidade que seria a nossa salvação.
Longe de ajudar a integrar ciência e religião, essas concepções
aniquilam o verdadeiro impulso religioso.”
-KEN WILBER, A União da Alma e dos Sentidos – Integrando
Ciência e Religião, pág. 35.
Baterista sem bateria, quase aluno de TaKeTiNa, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro.