
“Não é ficção, mas fricção o que me interessa na relação com a platéia. O ator é apenas a antena, não é o ego dele. O “eu” é o “eu” da platéia.” (Denise Stoklos)
Fui ver no domingo. Denise Stoklos ousou bastante nesse espetáculo. Achei que não tem o mesmo impacto de seus outros solos, nem o mesmo nível de ritual xamânico, mas estamos falando de Denise Stoklos!
É tão inovador que o público não sabe direito como reagir. Nós rimos, às vezes não sabemos se choramos, mas não temos noção do que fazer diante de nós mesmos.
Se na maioria das peças, o público é passivo, Stoklos faz com que fiquemos desconfortáveis ao nos possibilitar uma posição ativa, jogando o público para o palco e fazendo cada um ver a si mesmo nos olhos dela.
Pra quem está em Sampa, vale a pena e é gratuito (mas é bom chegar mais de uma hora antes para pegar ingresso e pegar um bom lugar na fila):
Sábados e domingos, às 16h (18/09 a 05/12)
Teatro Popular do Sesi (av. Paulista, 1.313, 3146-7405)
Trabalho com espaços de transformação: