Deveria ser uma prática diária, mas nossa ilusão de permanência é muito persistente!
Hoje vejo meu quarto se dissolvendo: caixas por todos os lados, tudo sujo, armário vazio, minhas coisas de um lado, as coisas dela de outro. Há apenas 2 anos estávamos totalmente empolgados, limpando o quarto no qual viveríamos juntos, comprando uma cama, acertando o local da TV, montando o armário, guardando as roupas.
É muito surreal, mas tudo faz sentido. “Assim é, assim é”.
Essa simulação de casamento me traumatizou “ao contrário”: hoje eu acredito muito mais no amor e saí de peito aberto, com muito mais abertura do que tinha antes e do que tive durante.
Lembrar da impermanência nos dá uma certa leveza em meio aos fenômenos, e uma natural coragem para não evitar a dor (por mais intensa que seja).
Trabalho com espaços de transformação: