Ta Ka Di Me!

Vou parar de postar aqui por um tempo. Acabei de criar um blog sobre ritmo (takadime.com) e migrar o nao2nao1 para meu server (rodando WordPress).

Até breve!

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Lógica do oferecer

Falei sobre isso neste post aqui: “Oferecer (para homens)“. Hoje li um artigo do Ricardo Neves, consultor e colunista da Época (by the way, estou lançando o primeiro livro dele em versão digital). Pelo jeito, cada vez mais as pessoas estão se tocando que assim tudo funciona melhor. Veja que perfeito isso (artigo na íntegra):

“Prezado Ricardo: passei por vários empregos até meus 39 anos, quando perdi meu último emprego, na função de gerente de marketing de uma multinacional de turismo. A partir daí, durante vários meses, fiz o processo de sempre: dezenas de currículos enviados, o esforço de contatar toda a minha rede de conhecidos etc. Tudo difícil. Muita rejeição. Afinal, sou velho para o mercado.

Há cerca de dois meses tomei uma decisão diferente. Resolvi pensar não como um desempregado, mas como o gerente de marketing que já fui. Percebi que estava me promovendo como uma mercadoria banal, não como o ser humano produtivo e experiente que sou. Meu currículo mostrava apenas o que muito garoto de 27 anos já tem até de sobra, como MBA e experiência internacional. Decidi então mudar a tática. Usei a internet para pesquisar empresas de que gostava ou aquelas que tinham produtos relacionados a minha experiência. Selecionei inicialmente 20 empresas. Ao final, me concentrei em cinco, uma em cada segmento. Em vez de enviar meu currículo, mandei um e-mail com um estudo de mercado que elaborei para cada empresa. Minha análise incluía novas oportunidades de negócio, brechas que eu antevia em relação aos concorrentes, novos produtos que poderiam ser lançados ou reconfigurados. Junto, seguia minha proposta de trabalho.”

O que aconteceu com o leitor? As cinco empresas contatadas responderam com propostas de trabalho em apenas uma semana. Ele então escolheu uma na qual passou a receber um salário mensal fixo. Mas também começou a prestar serviço para mais duas delas, onde ganha por produção. Com a quarta empresa, mantém contato. Só descartou mesmo a quinta companhia. A empresa que lhe paga salário é francesa, trabalha com software. Está interessada na capacidade do leitor em entender o mercado brasileiro. Nada a ver com turismo, última área em que ele havia trabalhado.

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Anúncios contextuais do Google Adsense e Adwords

Um amigo meu acessou um post no qual eu citei o Dzongsar Rinpoche e tirou o screenshot abaixo para provar a competência do Google em nos fazer rir. Os programadores do Google Adsense/Adwords devem ser filósofos, já que o anúncio dialoga com o texto e cria uma piada impossível de ser ditada de outro modo:

Google Adsense Adwords

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Felicidade

É quando sua namorada vai até a Batucadas 1000 comprar dois caxixis e um ganzá para você.

By the way, esse grandão ao lado é o Tar de 16” que comprei diretamente do Glen Velez (saiu metade do preço e, o melhor, sem frete).

Ah, e não, o tar não é pequeno: é o caxixi que é gigante mesmo.

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Mastercard

Passagens para Buenos Aires: U$ 360.00.

Hotel e alimentação: U$ 280.00.

Aulas de tango: U$ 150.00.

Acabar a dança em sincronia com a música com um passo que a surpreenda, olho no olho dela para ver cada reação de surpresa ao travá-la no fim: não tem preço.

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Good times, bad times…

Momentos de depressão ou êxtase, quando você se dá bem ou se dá mal… É tudo como no sexo: em cima ou embaixo, você se fode de qualquer jeito.

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Dzongsar Rinpoche sobre o sentido da vida

“Não é apropriado perguntar a um budista: “qual é o propósito da vida?” porque isto sugere que em algum lugar fora daqui, talvez em uma caverna ou no topo de uma montanha, existe um propósito último. Esta questão sugere que nós poderíamos decodificar o segredo estudando com santos vivos, lendo livros, ou dominando práticas esotéricas.

Budistas não acreditam que há um deus criador, e não tem este conceito de que o sentido da vida foi, ou precisa ser, definido. Uma pergunta mais adequada para fazer a um budista é simplesmente “o que é vida?”. Do nosso entendimento sobre impermanência, a resposta poderia ser óbvia: “vida é um grande conjunto de fenômenos reunidos, e assim vida é impermanência”. É uma mudança constante, uma coleção de experiências transitórias. E mesmo que existam miríades de formas de vida, uma coisa todos temos em comum, que é que nenhum ser vivo deseja sofrer. Todos nós queremos ser felizes, desde presidentes e bilionários a formigas trabalhadoras, abelhas e borboletas.

É claro que, a definição de “sofrimento” e “felicidade” difere muito entre as formas de vida, mesmo dentro do relativamente pequeno reino humano. A definição de sofrimento para uns é a definição de felicidade para outros e vice-vesa.

Mesmo para um único indivíduo, a definição de felicidade e sofrimento flutua. Um leve-emotivo momento de flerte pode repentinamente mudar quando alguém deseja um relacionamento mais sério; esperança se torna em medo. Quando você é uma criança na praia, fazer castelos de areia é felicidade. Quando adolescente, olhar as garotas de bikini e os garotos surfistas com peitos grandes é felicidade. Na meia-idade, dinheiro e carreira são felicidade. E quando você está nos oitenta, colecionar vasos de cerâmica é felicidade. Para muitos, abastecer estas infinitas e sempre-mutáveis definições é o “propósito da vida”.

Dzongsar Khyentse Rinpoche, in What makes you not a budhist

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Frase do dia

“Good judgment comes from experience, and experience comes from bad judgment.”
–Barry LePatner

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Isso é Internet

Todo dia eu visitava uns 6 blogs (tnow, meiobit, techbits, versao txt, contraditorium e brpoint) brasileiros de tecnologia, fora os americanos (mashable, techcrunch e outros). Todos usando o WordPress. Depois resolvi assiná-los por email via Feedburner, isso porque nem todo dia abro meu Google Reader. Comecei a receber muito emails e ficou um tédio acompanhar tudo. Então criei um mashup de todos os feeds RSS desses blogs pelo Yahoo! Pipes. E então a solução foi simples, ridiculamente prática: assinei um só feed (do pipes, eis o link) e o coloquei na minha página inicial do Google. Isso, meu amigo, isso é Internet!

Para outras loucuras que poderão surgir, veja o vídeo abaixo.

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Dercy "dakini" Gonçalves

Ela está fazendo 100 anos. Peguei um trechinho de entrevista na TV. Veja só a sabedoria dessa dakini (ser feminino lúcido que dança em meio aos fenômenos, no céu, no espaço fundamental):

“Eu adoro a vida porque é tudo mentira. É tudo falso, mentira. Nós somos feito disso, de porra! É nojento, melado, cheira mal… Qualquer um jogaria fora, mas Deus foi lá e fez a gente.”

Eu concordo: é tudo belo porque é tudo mentira e é tudo lindo porque é tudo porra.

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"No one cares about you…"

Em um de seus workshops mais recentes, David Deida disse:

“No one cares about you, except you, and you shouldn’t.”

Perfect, huh?

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Modéstia

Eu diria que a modéstia e a humildade não existem, se eu não conhecesse o Marcio, amigo meu. É impressionante como todos nós possuímos de alguma forma o que Oscar Wilde tão bem caricaturou:

“Exitem dois tipos de mulheres: as que são loucas por mim e as que não me conhecem.”

“Se tudo que é bom dura pouco, eu já deveria ter morrido há muito tempo.”

“Eu não sou arrogante. Simplesmente sou melhor que você!”

“Eu não me amo, me invejo.”

“Frequentemente, tenho longas conversas comigo mesmo. E sou tão inteligente que algumas vezes não entendo uma palavra do que estou dizendo.”
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Vídeo sobre a prática espiritual

Excelente, pois não cai no senso comum new age. Sem spoilers, posso apenas dizer: o que define tudo é o que aparece na mão dele ao fim. Havia duas opções ali e felizmente escolheram a mais sofisticada.

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Transcender o ego: é simples assim?

Na lista Transconhecimento, surgiu a idéia de que a prática espiritual e a meditação se resumem em transcender o ego. Abaixo minha resposta:

O irônico é que saber disso tudo é (quase) inútil. Só não é totalmente inútil porque o *início* da visão *começa* a nos levar a *talvez* tentar *um dia* experimentar de fato a meditação. E o início da meditação começa a nos levar a talvez tentar um dia experimentar de fato a ação lúcida no mundo.

Esse início (ou tentativa) já basta para percebermos que a coisa não é bem assim. “Transcender o ego” é bonito, mas vago. Transcender o orgulho é mais específico, por exemplo. Juntar-se aos outros quando eles humilham você, eis uma instrução mais direta. E por aí vai…

Nossos venenos mentais, obstáculos e condicionamentos (apesar de não serem “nossos” propriamente) impedem uma vida livre, sábia, alegre e compassiva. O caminho não é só de um passo: “Transcend your ego, there is God: a 4-day workshop to complete enlightenment!”.

Esse “transcender o ego” não é sempre mesmo. Há pelo menos dois níveis para ele e mesmo o segundo não é final, é apenas a superação de algo mais sutil, longe da iluminação. Os dois níveis a que me refiro são bem exemplificados por duas citações:

“How does one transcend himself; how does he open himself to new possibility? By realizing the truth of his situation, by dispelling the lie of his character, by breaking his spirit out of its conditioned prison. The enemy, for Kierkegaard as for Freud, is the Oedipus complex. The child has built up strategies and techniques for keeping his self-esteem in the face of the terror of his situation. These techniques become an armor that holds the person prisoner. The very defenses that he needs in order to move about with self-confidence and self-esteem become his lifelong trap. In order to transcend himself he must break down that which he needs in order to live. Like Lear he must throw off all his “cultural lendings” and stand naked in the storm of life. Kierkegaard had no illusions about man’s urge to freedom. He knew how comfortable people were inside the prison of their character defenses. Like many prisoners they are comfortable in their limited and protected routines, and the idea of a parole into the wide world of chance, accident, and choice terrifies them.” –Ernest Becker, no excelente Denial of Death (aliás, leiam esse livro!).

“The main point of any spiritual practice is to step out of the bureaucracy of ego. This means stepping out of ego’s constant desire for a higher, more spiritual, more transcendental version of knowledge, religion, virtue, judgment, comfort, or whatever it is that the particular ego is seeking. One must step out of spiritual materialism.” –Chogyam Trungpa, no igualmente excelente Cutting Through Spiritual Materialism.

No primeiro nível, há uma liberação existencial das amarras sociais, daquilo que fizeram de nós. Esse grau de liberdade é maravilhoso, mas é só isso: um grau de liberdade. Nesse ponto ainda temos orgulho, raiva, etc.

No segundo nível, a pessoa já está praticando por um bom tempo, mas sempre sob o fundo do materialismo espiritual (tendência que Trungpa diagnosticou em seus alunos americanos hippies e hoje isso se aplica ainda mais). Transcender o ego é liberar a noção de esperança pela iluminação, de conforto e de um conhecimento supremo. Depois disso, há muita prática ainda. ;-)

Mesmo depois da iluminação, há a prática. Na verdade, ela é o começo da prática! Buda sentou por 6 anos de modo obstinado, mas sua verdadeira prática aconteceu quando ele levantou e passou décadas ensinando a liberação para as pessoas.

Para nós também. Sentar é bom, mas a prática autêntica está nas outras 23h de nosso dias. Eis um ótimo koan: quando se levanta, para onde você vai?

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CEBB SP: site e práticas

Terminei hoje o novo site do Centro de Estudo Budistas Bodisatva São Paulo, orientado pelo Lama Padma Samten. O site antigo já estava impossível de atualizar e bastante, well… antigo.

Dentre as práticas, as mais diferentes são a direcionada aos jovens (“Budismo com Atitude: um projeto com arte tudo“) e a sanga kids que vai começar em breve (“Meditando e Brincando“).

Vou retomar o prática do cinema dia 30/6, com o filme Minha Vida Sem Mim.

E para quem quiser um aprofundamento na meditação, todo domingo tem 3h de silêncio.

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