Eu baixo milhares de músicas da Internet (literalmente milhares!), leio textos dos mais diversos pensadores obscuros, vejo todos os filmes que posso, vou a todos os lugares, sutis ou densos, em busca de uma ínfima parte de seu brilho, tentando reproduzir a beleza espantosa que se apresenta a mim toda vez que eu acordo e você, ainda de olhos fechados, se oferece para mim com seus braços, com seu corpo – uma mulher completa fingindo-se bebê, fingindo-se incompleta.
O mundo é essa ilusão criada por você mesma, somente pelo prazer em me ver completamente perdido, perambulando por todas as experiências possíveis, para ao final me deparar com a percepção cristalina de que sempre estive imerso em seu corpo, deitado em nossa cama, sonhando com mundos, com seres, imaginando detalhamente cada uma das formas de te conquistar, cada uma das formas pelas quais você poderia se manifestar e cada uma das formas pelas quais eu poderia te enlaçar.
É esse o verdadeiro Big Bang. E toda a minha vida é só mais um devaneio desse cara que agora deita ao seu lado na cama.
Baterista sem bateria, quase aluno de TaKeTiNa, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro.
Putz..
Sem palavras da dedicação e do extase desta mensagem..