“A Adélia Prado definiu a poesia como uma perturbação da visão. Disse ela: Deus de vez em quando me castiga. Me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra. Mas o certo não é ver pedra quando pedra é o que há? Se olho para uma pedra e vejo outra coisa é porque meus olhos estão perturbados. Pois é isso mesmo que a poesia faz: a gente olha para a pedra e vê uma outra coisa que não está lá. Isso que a gente vê na pedra e não está na pedra, está dentro da gente, na alma. Para os poetas o mundo é um espelho de mil faces em que a alma se contempla. Daí a felicidade narcísica da poesia… A poesia é uma alteração da percepção visual. Chego a temer que, algum dia, ela venha a ser classificada como droga alucinógena…” –RUBEM ALVES
Baterista sem bateria, quase aluno de TaKeTiNa, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro.