Ontem cheguei no prédio e dei boa noite ao Camilo, porteiro do prédio, que conheci há menos de uma semana. Perguntei como ele estava e ele me disse que ia embora amanhã, começar a trabalhar em outro lugar. Conversamos rapidamente e eu desejei tudo de bom para a vida dele.
Provavelmente eu nunca mais o verei nessa vida. Ainda assim, disse: “até mais”. Subi com um sorriso no rosto, feliz meio sem saber por quê. Eis o poder das relações autênticas. Ele de peito aberto, eu sem nenhuma estratégia. Uma conversa simples, olho no olho, um ser reconhecendo o mundo do outro, compartilhando e adentrando, invadindo e abrindo-se. Nada é mais simples, nada é mais leve, nada é mais autêntico.
Conheço gente que passou todo dia pela portaria, viu o Camilo até mais vezes do que eu e ainda assim sequer sabe seu nome nem imagina que ele de um dia para o outro desaparecerá dali.
Se pudéssemos simplesmente sorrir para as pessoas, já teríamos o que Trungpa Rinpoche chamava de “sociedade iluminada”. Falta é interesse e curiosidade pelo mundo do outro… Tendo o mínimo de abertura, surge um sorriso natural e uma vontade sem esforço (e por isso incessante) de se relacionar com os outros. Às vezes acho que o caminho é simples assim.
Trabalho com espaços de transformação:
“Não quero ser uma formiga!!!” (WL)
Ao lembrar-me do filme, lembro-me de um papo na Av. Paulista!
Cada vez mais encontros autênticos pra você que está lendo agora o que estou escrevendo agora!
Encontros virtuais em tempos virtuais, de pessoas autênticas!