“What is more important: Satisfying one thousand desires or conquering just one?”
“How can one prevent a drop of water from ever drying up…”
Além dessas duas linhas interpretativas, eu fiquei indagando qual a saída quando admitimos que o Kosmos é um sonho, um jogo… É impossível abandonar o jogo, parar de jogar, pois qualquer coisa que você faça faz parte de jogo, inclusive (e principalmente) o suicídio.
Mas é impossível também ganhar o jogo (por mais que tentemos): ser totalmente feliz, deixar tudo perfeito, sermos impecáveis, etc. A merda sempre existirá, e mesmo os deuses que vivem bilhões de anos morrem algum dia… A impermanência é a condição de existência de qualquer jogo. Se você aceita jogar para conseguir ganhar, você automaticamente aceita perder. É esse o problema: você vai perder. Não há saída para quem quer ganhar.
Porém, quem descobre isso, e começa a dar uma de espertinho, chega à brilhante conclusão de renunciar ao jogo. Mas eis o problema: como eu saio do jogo se é no e pelo jogo que eu existo?
São esses os limites das posturas ascendentes e descendentes (Wilber). Sendo visões extremas, só pioram a situação. Aparece então uma galera dizendo que o único modo de transcender essa situação em que nos colocamos está na união do princípio feminino descendente imanente (compaixão) com o princípio masculino ascendente transcendente (sabedoria). Basta jogar o jogo como se você o tivesse abandonado. Integrar as duas perspectivas e esticar seu corpo do céu à terra.
Para os ascendentes, você deve parece imerso no mundo, como sendo o maior jogador de todos. Para os imanentes, você deve parecer como totalmente fora de qualquer jogo. E assim você
encontra a liberdade de estar no mundo sem pertencer a ele (sabedoria do sufismo). Eis que o jogo se torna lila. O Samsara inteiro se dissolve e resta apenas o samsara inteiro…
Trabalho com espaços de transformação: