Shentong e Prasangika Madhyamaka

Fiquei muito feliz quando Lama Samten disse que a visão filosófica que sustentava seus ensinamentos era a Shentong. Desde que conheci o Budismo, venho admirando o poder da escola Prasangika Madhyamaka. A diferença teórica está na aplicação da vacuidade: na visão Prasangika, ela se aplica a tudo; na Shentong (emptiness of other) ela não se aplica à natureza última. Ou seja, todos os fenômenos relativos são vacuidade e não possuem existência/essência inerente, porém a natureza absoluta não funciona assim. Ela é luminosa, presente, incessante. Sua vacuidade nada é senão sua luminosidade.

Diz Dudjom Rinpoche:

“The Madhyamaka of the Prasangika and the Svatantrika is the coarse, outer Madhyamaka. It should indeed be expressed by those who profess well-informed intelligence during debates with extremist outsiders, during the composition of great treatises, and while establishing texts which concern supreme reasoning. However, when the subtle, inner Madhyamaka is experientially cultivated, one should meditate on the nature of Yogacara-Madhyamaka.”

Minha conexão com a Madhyamaka vem de meu impulso intelectual freak. Talvez agora, tentando meditar mais, comece a entender um pouco esse lance aí de Shentong… ;-) Ah, tem um blog cheio de textos sobre esse tema.

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26/04/2007 | budismo

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