Será que isto é mesmo válido? Ou seria mais interessante bolar algo que realmente corresponda a estas palavras de Hakim Bey?
“Por terrorismo poético eu entendo ações não-violentas em larga escala que podem ter um impacto psicológico comparável ao poder de um ato terrorista – com a diferença de que o ato é de mudança de consciência. Digamos que você tem um grupo de atores de rua. Se você chamar o que você está fazendo de “performance de rua”, você já criou uma divisão entre o artista e a audiência, e você alienou de si mesmo qualquer possibilidade de colidir diretamente nas vidas diárias da audiência. Mas se você pregar uma peça, criar um incidente, criar uma situação pode ser possível persuadir as pessoas a participar e a maximizar sua liberdade. É uma estranha mistura de ação clandestina e mentira (que é a essência da arte) com uma técnica de penetração psicológica de aumento da liberdade, tanto no nível individual quanto no social.”
Sou muito mais isso aqui, de Ari Almeida:
“Ari e seus companheiros já provocaram ojeriza nos freqüentadores de um shopping e apavoraram seguranças e funcionários do McDonald”s, quando levaram crianças de rua para comer no fast food. Já soltaram centenas de baratas em uma sala de cinema e levaram uma catadora de papel para um salão de beleza chique. Invadiram a transmissão do Jornal Nacional em um bairro residencial usando equipamentos de radiodifusão simplórios e por duas vezes se utilizaram de fezes em seus ataques – os alvos foram uma agência bancária e uma fábrica de automóveis.”
Trabalho com espaços de transformação: